Rauschenberg, N. (2013). Negacionismo comtemporâneo: verdade versus justiça na transição argentina?, Outros Tempos, Vol. 16 (10), 191-212

O objetivo deste artigo é apresentar um pouco do debate argentino atual sobre a justificação das estratégias de justiça transicional, especialmente a justiça penal que foi retomada durante o governo do ex-presidente Nestor Kirchner. A partir da refutação da chamada ?teoria dos dois demônios?, procuramos definir o negacionismo que circunda muitas das discussões sobre o sentido da justiça penal para repressores. Beatriz Sarlo defende que na atualidade existe uma ?retórica testimonial?, onde o tempo presente é essencialmente anacrônico e busca reconstruir os ideais da década de 1970. Por sua vez, Claudia Hilb defenderá, sugerindo uma comparação com o caso sul-africano onde a anistia garantida de antemão permitia uma catarse de confissões e perdão, que o excesso de justiça penal argentino inibe os repressores de contar o que sabem. Defenderemos que verdade e justiça não se excluem mutuamente, e que os contextos onde emergem uma e outra são bem diferentes.

 

Ver Aquí

Scroll to Top